Tudo sobre Síndrome de Burnout

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Profissionais altamente dedicados e comprometidos podem sofrer uma sucessão de eventos até culminar num estado de colapso. O mais alarmante é que esses eventos são comumente negligenciados, chegando a passar de forma despercebida.  

Um dos episódios na aviação  pode ser referenciado no acidente aéreo de 2015, quando o copiloto Andreas Lubitz derrubou o avião contra os Alpes Franceses, de modo que a caixa preta constatou a intenção de suicídio e, posteriormente, reflexos do burnout na avaliação psicológica.

Burnout é algo sério e mais comum do que se imagina, especialmente com as mudanças que tem acontecido no mercado nos últimos tempos. Confira o post para entender mais.

O que é a Síndrome de Burnout?

“To burnt out” é uma expressão em inglês que significa “queimar”. E incendiar a mente é o que acontece quando nos submetemos ao esgotamento físico e mental, combinado com uma série de fatores intensos de forma contínua.

Também conhecida como “Síndrome do Fósforo Queimado”, o Burnout representa justamente a condição do paciente que, assim como um fósforo, basta um evento forte o suficiente para “incendiar” (entrar em colapso) uma  vez que diversas situações precedentes ocasionaram o distúrbio psíquico em questão.

Esgotamento físico e mental ou esgotamento psicológico decorrem de situações que começam aparentemente inofensivas, mas altamente perigosas, que se acumulam  gradualmente e minam a qualidade de vida.

Sintomas do Burnout - Estágios

O estresse crônico se manifesta especialmente em profissões que exigem envolvimento interpessoal o dia inteiro de forma intensa. Soma-se a isso o desejo em apresentar sempre o melhor desempenho,  ainda que às custas de fadiga e exaustão.

Acúmulo de pequenos problemas que se repetem todos os dias, necessidade de fazer tudo sozinho e a qualquer momento, descaso com necessidades pessoais como lazer e descanso, isolamento do círculo social, desvalorização de família e amigos, negação de problemas e busca de autoestima apenas através do trabalho são algumas situações iniciais.

Mudanças de comportamento, humor, irritabilidade, estresse, ansiedade, depressão, pessimismo passam a figurar num estágio subsequente, enfrentando paralelamente sintomas físicos como enxaqueca, insônia e distúrbios gastrointestinais, tontura, tremores, falta de ar, dentre outros.

O estágio avançado é marcado por uma depressão intensa, questionamento em relação à vida, vazio interior até o colapso físico e mental.

Diferença entre Stress e Burnout

O stress é uma resposta do corpo para as mais diversas demandas do quotidiano. O senso de urgência e hiperatividade fazem parte dessa condição.

Contudo, se, no passado, o stress era importante para provocar reações, como a liberação de adrenalina, estimulando respostas mais ágeis, hoje, o estresse deriva de pequenos problemas diários (dívidas, compromissos, medo da violência, etc), os quais se acumulam e provocam outras consequências no organismo, como: dano emocional, hipertensão, depressão, perda de motivação e posturas reativas ao invés de proativas.

O stress prolongado precede o burnout.

Conforme estudos publicados, Burnout refere-se:

“(…) uma síndrome na qual se perde o sentido da sua relação com o trabalho e faz com que as coisas já não tenham mais importância, qualquer esforço lhe parece ser inútil. Trata-se de um conceito multidimensional que envolve três componentes:

  1. a) exaustão emocional;
  2. b) despersonalização e
  3. c) falta de envolvimento no trabalho”.

O burnout é uma condição mais grave, marcado pelo forte dano emocional.

Crise de Burnout - Burnout na Aviação

O exercício da profissão no cenário da aviação é bastante desafiador haja visto o ecossistema desafiador enfrentado pelos aeronautas.

Um dos episódios que mais bem ilustra o impacto da profissão na saúde mental e o resultado quando não ocorre o treinamento psicológico necessário pode ser constatado no relato do acidente aéreo em 2015, quando investigadores franceses disseram, conforme dados da segunda caixa-preta do voo 4U-9525, da Germanwings, que o copiloto derrubou deliberadamente o avião nos Alpes franceses, num planejamento de suicídio, reflexo também de um quadro de burnout.

O ápice do colapso mental traduzido pelo episódio endossa a necessidade de discussão em torno do acompanhamento mental e tratamento de distúrbios psíquicos oriundos da rotina profissional intensa, sem o apoio profissional necessário.

“Estudos revelaram que 12.6% de pilotos entrevistados enfrentam depressão, do mesmo modo que 4,1% admitiram pensamentos suicidas.”

Esse cenário foi responsável pela criação do Projeto Crew Care, voltado para uma consultoria direcionada a profissionais da aviação considerando também os efeitos do burnout.

Tratamento e recomendações em casos de Síndrome de Burnout

Dentre as recomendações indicadas quando observados quadros de Burnout, figuram:

  • Um olhar mais crítico quando se estabelece a “falta de tempo” para cuidar da saúde, incluindo rotina de exercícios e  momentos de lazer.
  • Preterir o consumo de álcool como meio de “fugir” ou “anestesiar-se” dos problemas.
  • Avaliação criteriosa sobre o impacto do trabalho na qualidade de vida e reflexão sobre sobre os objetivos profissionais.
  • Estar aberto ao diálogo desprendido, ouvindo a opinião de a familiares e amigos sobre o próprio comportamento,  aceitando análise externa sobre aspectos que nem sempre consideramos quando somos protagonistas. A mudança de humor e comportamento sinalizada pelos mais próximos precede a busca por auxílio profissional, onde se encontram ferramentas científicas para lidar com os mais diversos desafios psicológicos.

Dicas práticas na prevenção do Burnout

  • Não trabalhe mais; trabalhe melhor. Considere ferramentas de gestão que possam tornar suas horas de trabalho mais produtivas, exercendo competências e delegando funções em vez de acumular e absorver responsabilidades em excesso. Saber dizer não é uma das premissas para gerenciar o tempo e a produtividade.
  • Gerencie seu estresse, buscando práticas saudáveis para inserir consistentemente no seu dia a dia, como uma alimentação saudável, exercícios físicos, sono e lazer de qualidade.
  • Viva plenamente cada um dos papéis que desempenha na sua vida. Todos nós exercemos diversas funções nos diferentes círculos sociais. O acúmulo de funções não deve sobrecarregar e anular o prazer das descobertas diárias.
  • Fortaleça suas relações interpessoais, exercitando o diálogo e extraindo o melhor de cada um, alimentando o convívio saudável e mais feliz.
  • Exercite a melhor relação possível com você mesmo, não traia sua qualidade de vida, ame-se, cuide-se e busque o autoconhecimento.

Para concluir, deixamos uma das mensagens de maior impacto no ted, relacionada à busca da felicidade. Do que é feita a vida boa? Confira o vídeo para descobrir a conclusão de um dos maiores estudos sobre a felicidade:

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