Resistência x Psicoterapia

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Psicoterapia x Resistência

A resistência é um processo inerente a qualquer pessoa e pode surgir em situações de confrontação, nas quais o indivíduo terá uma tendência a defender sua posição.

No processo psicoterapêutico, a resistência é prevista e manifestada em algum momento do relacionamento terapeuta – paciente.

É compreensível visto que todos nós queremos que todos aqueles sintomas indesejáveis sejam arrancados de nós durante a terapia, mas não sei quantos de nós estão dispostos a mudar por isso.

O paciente defende um conteúdo obscuro que não o beneficia e ao qual se apega e deixa no inconsciente, pois o está evitando.

Fatores que resultam na resistência

A resistência também é o conjunto de fatores que dificultam o andamento do processo terapêutico.

Esses fatores, em sua maioria, são inconscientes. Trocar palavras, esquecer o horário, perder as chaves do carro, chegar atrasado e assim por diante.

Outros fatores são determinados conscientemente: marcar outros compromissos na hora da terapia, ocupar o tempo da sessão com conversas desnecessárias, mudar subitamente de assunto, etc..

Portanto, a resistência é um comportamento que sinaliza ao terapeuta que o paciente não está acompanhando sua linha de trabalho e pode ser observado durante o processo terapêutico.

4 Categorias de Comportamento

William R. Miller e Stephen Rollnick apresentam quatro categorias de comportamento de resistência por parte do paciente:

Argumentar – o paciente contesta o conhecimento do terapeuta, desafiando o terapeuta, seu conhecimento ou sua integridade;

Interromper – o paciente interrompe a fala do terapeuta de maneira defensiva, sobrepondo sua fala enquanto o terapeuta ainda está falando, ou simplesmente “cortando” a fala do terapeuta;

Negar – o paciente nega seu problema, culpando outras pessoas, discordando das sugestões do terapeuta, justifica seu comportamento e diz que não corre nenhum risco, minimiza sua situação e diz que o terapeuta está exagerando,não assume sua responsabilidade;

Ignorar – o paciente ignora o terapeuta, ficando desatento a sessão, não responde as perguntas do terapeuta (oferece outra informação ao invés da resposta), não oferece reação às perguntas do terapeuta.

Estas categorias servem apenas para ajudar na identificação da resistência, não é necessário detalhá-las no processo terapêutico.

Há motivo para preocupação?

O aparecimento de resistências durante o processo terapêutico não é motivo de preocupação, pois é normal.

É preciso ter cuidado para trabalhá-las de forma eficaz e pontual.

Será o modo como o terapeuta responderá a resistência que irá determinar o andamento da terapia.

Como fazer isso?

Deixe-me saber sua opinião sobre esse assunto?

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