Psicóloga da Aviação: Técnica de Alta Performance para Lidar com Imprevistos

Psicóloga da Aviação: Técnica de Alta Performance para Lidar com Imprevistos

No post anterior, foram pontuadas reflexões deixadas sobre a queda do airbus A330, no vôo 447 da AirFrance, em 2009.

Apesar de se tratar de uma aeronave robusta, figurando entre o que havia de mais
moderno, a história da Aviação foi marcada por uma tragédia, com a morte de 228 pessoas, dentre passageiros e tripulantes.

Uma falha no piloto automático surpreendeu os tripulantes, os quais não foram capazes de raciocinar soluções em tempo hábil. Isso porque se demonstrou um estado de restrição cognitiva, definido como um “curto circuito mental”, resultante da transição súbita do cérebro de um estado de relaxamento para um estado ansioso de alerta. Entenda mais a respeito no post Psicóloga Aviação: Lições do vôo 447 da Air France

O modo automático é perigoso na medida em que delegamos nossa capacidade exclusiva de raciocínio para uma máquina. Máquinas podem falhar e, se a mente que a criou – ou seja, a mente humana – não estiver preparada para lidar com adversidades, o resultado pode ser catastrófico.

Restrição Cognitiva e suas consequências

O “piloto automático” visa aumentar a segurança, porém fomenta o pensamento reativo, ou seja, passamos a reagir em vez de agir proativamente. 

Compromete-se assim a atenção e o foco.

É necessário dominar todos os cenários possíveis para que, quando uma máquina sofra qualquer problema, a mente esteja apta para “tomar as rédeas da situação”

O estudo de Modelos Mentais

Criar modelos mentais é outra referência de Charles Duhigg, no estudo da ciência da produtividade, também referenciada em episódios bem sucedidos da história da aviação.

Explorar todos os cenários possíveis e preparar-se para agir no caso de qualquer um deles ocorrer é uma das técnicas mais assertivas para lidar com imprevistos.

Gerar teorias e descrevê-las em detalhes, mentalizando como tudo deverá ocorrer para atingir resultados positivos é o que aguça nossos instintos e nos prepara para as mais diversas situações.

Quando treinamos nosso cérebro para saber como as coisas devem estar, fica mais fácil identificar quando algo está errado e evitar tragédias, especialmente em profissões de alto risco como médicos, cirurgiões, bombeiros, policiais, tripulantes.

Profissionais bem sucedidos nessas áreas dificilmente conseguem explicar como possuem um instinto tão aguçado, como conseguem prever problemas ou identificar que algo está errado.

Na verdade, são tão experientes e familiarizados no “como” as situações precisam estar para funcionarem bem, que quando algum detalhe os chama a atenção, o cérebro é prontamente alertado.

Situações de alto risco demandam que o nosso cérebro crie modelos mentais, raciocinando como devemos agir em múltiplos cenários possíveis pois, uma vez que já estamos preparados, quando uma dessas situações acontecem, já sabemos instintivamente como agir

E você? Quão preparado se sente para lidar com imprevistos?

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